terça-feira, 14 de maio de 2013

Saneamento IV- Sistema de recolha e drenagem de águas residuais

O sistema de recolha e drenagem de águas residuais, é caracterizado como sendo a rede fixa de coletores que, com os demais componentes de transporte e de elevação, fazem afluir as águas residuais ate à ETAR.

A lesgislação Portuguesa em vigor, Decreto Regulamentar nº 23/95, de 23 de Agosto - Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas residuais, define:

A classificação dos sistemas de drenagem:

Separativos : constítuidos por duas redes de colectores, uma destinada às águas residuais domésticas e industriais e outra à drenagem das águas pluviais ou similares;

Unitários : constituídos por uma única rede de colectores onde são admitidas conjuntamente as águas residuais domésticas, industriais e pluviais; 

Mistos : constituídos pela conjugação dos dois tipos anteriores, neste caso parte da rede de colectores funciona como sistema unitário e a restante como sistema separativo;

Separativos parciais:  em que se admite, em condições excepcionais, a ligação de águas pluviais de pátios interiores ao colector de águas residuais domésticas.

A seleção do tipo de sistema a utilizar é condicionada por diversos fatores de grandeza técnica e económica.

Constituição dos Sistemas - Orgãos acessórios

Os constituintes dos sistemas de drenagem de águas residuais podem ser divididos em três grandes grupos: rede de colectores; as instalações e condutas elevatórias; e um conjunto de orgãos acessórios que se destinam a assegurar o adequado funcionamento do sistemas.

Orgãos acessórios: 

Ramais de ligação - é um troço de tubagem, privativo de uma ou mais eidficações, compreendido entre a câmara do ramal de ligação e a rede geral de drenagem;





Coletores - são tubagens, utilizadas nos sistemas de colecta de águas residuais pluviais.

Estações Elevatórias (EE) - transportar o caudal de água residuais sobre pressão até à ETAR, ou até uma cota topográfica superior, são necessárias quando o escoamento das águas residuais nos colectores não se pode realizar por ação da gravidade.
Ramal de Saneamento e Caixa de Visita

Caixas de Visita - são órgãos dos sistemas de drenagem que permitem o acesso para que possam ser realizadas ações de   manutenção e limpeza. 

Sumidouros (sarjetas) - caracterizam-se como sendo dispositivos com entrada lateral ou superior das águas de escorrências superficiais, normalmente instaladas na via pública.

Com esta publicação, tive a preocupação de passar aos meus leitores, que o saneamento não passa apenas pelo tratamente de água residuais na  ETAR, até chegar à ETAR, a água residual, passa por vários processos de drenagem (forma como a água residual chega à ETAR), estes são de extrema importância para que se consiga um eficiente sistema de saneamento, o escoamento das águas residuais, deve ser realizado nas melhores condições, por isso dimensionamento dos sistemas de drenagem, tem de ser uma preocupação das entidades gestoras, de forma a ser possível evitar encargos financeiros desnecessários para as entidades, e acima de tudo assegurar a saúde pública das populações próximas.






Fontes:

Decreto Regulamentar nº 23/95, de 23 de Agosto - Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas residuais,

PARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E ARQUITECTURA SECÇÃO DE HIDRÁULICA E DOS RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTAIS LICENCIATURA EM ENGENHARIA CIVIL, Instituto Superior Tecnico.
Guia para a Avaliação de Impacte Ambiental de Estações de Tratamento de Águas Residuais; 


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Saneamento III- Caracterização da água residual afluente

As ETAR podem receber águas residuais com diferentes composições, o que implica a adopção de diferentes tipos de operações e processos de tratamento, adequados em função do tipo de águas residuais a tratar.

No âmbito, do Decreto.Lei nº 236/98, de 1 de Agosto, as águas residuais podem ser classificadas em três tipos:
  • Águas Residuais Domésticas - as águas residuais de serviço e instalações residenciais essencialmente provenientes do metabolismo humano e de actividades domésticas (lavagens, cozinha, etc.);
  • Águas residuais industriais - as águas residuais industriais, são provenientes de qualquer tipo de atividade que não possam ser classificadas como águas residuais domésticas nem sejam águas pluviais;
  • Águas residuais urbanas - as águas residuais domésticas ou mistura destas com águas industriais e/ou com águas pluviais. Podem ainda ser consideradas as águas pluviais, como as águas constituída exclusivamente pelas escorrências originadas pela precipitação.
Lagoas de Estabilização
O processo de recolha de águas residuais, é realizado através de coletores municipais. Os municípios possuem um regulamento de descarga de águas residuais em coletores municipais que estabelece os valores-limite para os constituintes das águas residuais.

É importante salientar, que quando se tratam de águas industriais  mediante as características das mesmas, devem ser alvo de um pré tratamento na ETARI (estação de tratamento de águas industriais), para que aquando da sua recolha e drenagem através colector municipal, as mesmas devido ás suas características não comprometam o tratamento que lhes é dado na ETAR.

A caracterização das águas residuais a tratar é essencial para o adequado dimensionamento da ETAR  e o seu respetivo funcionamento.

Os dois parâmetros mais importantes na caracterização de águas residuais, afluentes à ETAR (ou seja das águas residuais que chegam à ETAR,)  e essencais para o correto dimensionamento, são o caudal e a quantidade de carga poluente.

Note-se que o parâmetro mais utilizado para determinar a poluição orgânica de uma água residual é o CBO5 (carência bioquímica de oxigénio), este permite determinar a quantidade de matéria orgânica oxidável por reações biológicas, ou seja, biodegradáveis, e as concentrações elevadas do mesmo, podem determinar ou não a eficiência do tratamento de águas residuais nas ETAR.

Impactes das Descargas de Água Residuais:


As descargas de águas residuais, que não cumpram os valores  de descarga implícitos na legislação, tem implicações no ambiente e na saúde pública das populações as quais as mesmas circundam.

Os impactes, apresentam várias naturezas, estética, odores os quais produzem efeitos essencialmente a nível psicológico, verifica-se se ainda a proliferação de vectores portadores de doença, colocando em causa a saúde das populações próximas. 


Ao promenor os impactes podem ter várias grandezas.....

Geologia, Geomorfologia Geotecnica e Sismicidade

A presença de uma ETAR, pode apresentar impactes associados ao risco de instabilidade dos materiais, do solo e da plataforma, no caso de ocorrência de sismos.

Águas de Superfície e Águas Subterrâneas -  a descarga de águas residuais tratadas, conduz à alteração da qualidade das águas de superfície assim como das águas subterrâneas, e ainda a alteração do volume de escoamento no meio receptor.

Situações de Acidente e avaria - afeta essencialmente a qualidade da água no meio recetor, devido principalmente a descargas de emergência de efluente bruto ou sem o nível exigido de tratamento.


Qualidade do Ar - emissão de poluentes gasosos, nomeadamente compostos odoríferos (com odor), assim como NOx e CO




Cuba - Lamas ativadas
Como impactes podemos ainda, assistir à  depleção (escassez ) de oxigénio no meio recetor, que implica a diminuição da capacidade de depuração, e a eutrofização (ou seja enriquecimento do meio aquático com nutrientes, sobretudo compostos de azoto e/ou fósforo, que provoca o crescimento de algas e de formas superiores de plantas aquáticas, perturbando o equilíbrio biológico e a qualidade das águas em causa, do meio hídrico onde é realizada a descarga. 




Fornecer uma água tratada e de boa qualidade a uma determinada população, exige um grande esforço, por parte das entidades gestoras, no entanto estas, não devem apenas focar a sua intervenção, no abastecimento, mas também no saneamento. 

Em suma, um ETAR, convenientemente dimensionada e funcionando adequadamente é um fator preponderante para garantir a saúde pública e a preservação dos recursos hídricos, de modo a evitar a sua contaminação.

O cumprimento dos diplomas legais, que dizem respeito, à temática "águas residuais", e à descarga das mesmas, é de extrema importância, pois o não cumprimentos das mesmas, apresenta uma lista de extensas implicações, para as entidades gestoras, no que diz respeito à aplicação de coimas, mas acima de tudo implicações no âmbito da saúde pública, assim como no ambiente.




Fontes:

Dec.Lei nº 236/98, de  1 de AgostoEstabelece normas, critérios e objectivos de qualidade com a finalidade de proteger o meio aquático e melhorar a qualidade das águas em função dos seus principais usos. Revoga o Decreto-Lei n.º 74/90, de 7 de Março.


Seria capaz de beber água do esgoto? Uma brochura sobre a água para os jovens.© União Europeia, 2012
Reprodução autorizada mediante indicação da fonte Printed in Belgium















quarta-feira, 8 de maio de 2013


Projeto Heróis da ÁGUA JÁ É NOTÍCIA 



" A equipa da Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS) de Beja sabia que tinha em mãos um projeto "interessante" mas não  estava preparada para o sucesso que os Heróis da água tem tido junto da comunidade educativa. Em 8 meses de trabalho, já realizou mais de 40 sessões, chegou a cerca de 1400 alunos do concelho, e deu novo amigo à pequenada. A mascote Heróis da Água, uma gota de água com tamanho de gente cujo comportamento responsável todos querem imitar. Para bem do planeta. "

in, Diário  do Alentejo



No passado dia 29 de Abril, realizámos, mais uma das sessões Heróis da Água, junto de alunos do 3º ciclo, mas esta sessão foi especial contou com a presença do diário do Alentejo. 



A pergunta apanha a turma de surpresa, pouco passa das 8 e 30 da manhã de segunda-feira. “Alguém sabe a origem da água que se bebe em Beja?”. Os adolescentes, divididos em grupos pelas mesas altas de laboratório, remetem-se ao silêncio, enquanto os planetas do sistema solar lhes pendem, coloridos, sobre as cabeças. “É a albufeira do Roxo” responde uma das dinamizadoras da sessão, apontando o início do ciclo urbano da água, que passa a explicar no power point projetado. Da captação ao tratamento, na ETA do Roxo; do transporte até à cidade e freguesias, através de condutas, a chamada adução; passando pelas estações elevatórias, que são necessárias para atingir pontos mais altos dos aglomerados; e ainda pela distribuição, dos reservatórios até às casas. Um gesto fácil, este de rodar a torneira para lavar as mãos ou encher um copo, deixa assim cair a aparência de passe de mágica para revelar uns bastidores onde cabe muita gente. “Passei a valorizar mais a água que me chega à torneira e as pessoas que tornam isso possível. Não tinha a noção de todo o trabalho que está por detrás”, comenta Miguel Carvalho, de 15 anos, aluno da turma do 9.º ano da Escola de Santa Maria que, desta vez, recebeu a equipa do projeto Heróis da Água, em mais uma das sessões “EMAS vai às escolas”.  


A equipa é extensa e tem o guião bem sabido, escrito a pensar na maior maturidade dos jovens do terceiro ciclo. Além dos representantes da Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS) de Beja, o promotor, também lá estão na sala de ciências uma professora da Escola Bento de Jesus Caraça, instituição parceira no projeto, e respetivos estagiários do curso de técnico de Gestão do Ambiente, além de três alunos, também estagiários, do curso de Saúde Ambiental, da Escola Superior de Saúde de Beja. Todos têm o seu papel e aguardam a deixa. Desta vez, não haverá mascote, uma gota de água em tamanho de gente, já batizada pelos mais novos como Herói da Água, nem tão pouco por lá andará a conhecida dupla de palhaços, um trapalhão e o outro que tudo sabe sobre as boas práticas que se devem respeitar para um uso eficiente da água. A abordagem, diferente da que é usada com os meninos do pré-escolar, é mais teórica e menos lúdica. “Explicamos o ciclo urbano da água, com a preocupação de que eles tentem perceber que a água consumida em casa é segura, porque há determinações que a empresa faz em laboratório para controlar a sua qualidade”, descreve Margarida Raimundo, coordenadora de curso na Escola Profissional Bento de Jesus Caraça. Depois de uma demonstração do processo de recolha de água, tal e qual ele é feito no terreno pelos profissionais, as amostras chegam às mesas da sala de ciências para serem testadas quanto ao PH, condutividade, temperatura, turvação e cloro. É a chamada determinação de parâmetros. Numa folha os alunos registam os valores obtidos e admiram-se com o rigor. Simão Correia, 14 anos, confessa que ficou “mais descansado”. O que leva para casa, adianta, não são tanto as dicas de poupança de água, que já conhece e pratica, quando, por exemplo, mantém a torneira fechada enquanto lava os dentes, mas mais “a certeza de que a EMAS nos transmite água de qualidade para as casas”. 

A propósito de qualidade, a equipa do Heróis da Água não podia despedir-se sem antes explicar onde não é seguro beber água e porquê. Os poços e fontanários, que escapam ao controlo da rede pública, são um tema sensível. Pelas mesas vão passando caixas de cultura com alguns dos microrganismos presentes na água contaminada, para que não restem dúvidas. O que veem não é bonito; os alunos fazem esgares, contorcem-se. Mas Beatriz Silva, de 14 anos, não se deixa convencer por completo. Defende a tese de que não é assim tão perigoso beber água das fontes “de vez em quando”, porque os “microrganismos também ajudam o nosso organismo a ter mais capacidade de defesa”. Na opinião da professora Margarida Raimundo, esta é a informação que mais tem surpreendido os alunos. “Ouvimos muito dizer ‘os meus pais bebiam dessa água e nunca lhes fez mal’”, mas a verdade é que se trata “de uma água que não é controlada e, como tal, que não se aconselha a ser consumida”. 

Como usar a água de uma forma eficiente é outro dos pontos da sessão mas a maior parte dos alunos demonstra conhecer já as principais dicas de poupança. Aos 15 anos, Margarida Gomes diz que não gosta “nada de desperdiçar água” e atribui este seu princípio de vida à “mãe e às várias campanhas”.  “Procuro lavar os dentes com a torneira fechada e tomar duche em vez de banho de imersão. O meu irmão gosta de tomar banhos de imersão mas eu obrigo-o a não tomar porque eu sou bué de fixe”, orgulha-se.  

Para terminar, fala-se do uso eficiente da água e fornecem-se alguns dados que ajudam a perceber a urgência de alterar hábitos de consumo.  O planeta Terra tem uma quantidade fixa de água desde a sua formação, o que significa, alerta um dos dinamizadores “que bebemos hoje a mesma água que os dinossauros já bebiam”. Entretanto, fomos povoando o planeta e multiplicando a espécie sem que a quantidade deste recurso tivesse mudado. Somente menos de um por cento da água do planeta pode ser bebida. Em 2012, as famílias do concelho de Beja gastaram uma média de 158 litros de água por dia, 67 por cento dos quais usados nas instalações sanitárias. Os números estão aí e pedem para que cada um de nós, novos ou velhos, seja um bocadinho herói da água, à sua escala, à sua maneira.




Beber água da torneira é seguro e mais económico O projeto Heróis da Água arrancou no início do ano letivo de 2012/2013 e vem ganhando uma dimensão na comunidade educativa que suplantou até as melhores expetativas da entidade promotora. No terreno há oito meses, a vertente de sensibilização ambiental “EMAS vai às escolas”, que lhe tem dado mais visibilidade – há também as do envolvimento da comunidade e de incentivo à investigação, através de concursos lançados a alunos do 3.º ciclo, secundário e ensino superior – já realizou mais de 40 sessões onde participaram cerca de 1400 alunos de todo o concelho, entre o pré-escolar e o 3.º ciclo. Tendo surgido “como uma forma de tentar aglutinar num projeto contínuo e mais consistente algumas atividades dispersas ao nível da educação e da sensibilização ambiental”, rapidamente foi ganhando adeptos e as solicitações das escolas não param de chegar, inclusivamente de fora do concelho. “A aceitação foi de tal ordem que nós, a dada altura, tivemos alguma dificuldade, até em termos logísticos, de dar resposta. Mas temos uma parceria muito importante com a Escola Profissional Bento de Jesus Caraça e contamos também com a ajuda de estagiários da Escola Superior de Saúde. É uma experiência única na região e aquilo que nós estamos agora a perceber é que isto não vai poder parar”, reconhece Rui Marreiros, diretor delegado da EMAS de Beja. Até porque a mascote Herói da Água já conquistou o afeto da pequenada: “É o amiguinho que tem o comportamento correto, as crianças reconhecem isso e tentam imitá-lo nessas boas práticas”. 

A mensagem chave das sessões anda à volta de três temas: o uso eficiente, divulgando hábitos de poupança; o consumo seguro, alertando-se para o perigo de beber água em poços e fontanários que não são alvo de tratamento; e ainda o desmontar de um receio enraizado, o de beber água da torneira. “Criou-se essa ideia ao longo dos anos, houve problemas históricos relativamente ao tratamento que era dado à água e isso causou algum distanciamento face ao consumo direto da água da torneira. Há pessoas que dizem que a água da torneira sabe mal, mas depois nós convidamo-las a provar a água em ações que temos feito e elas ficam surpreendidas”, explica o responsável, acrescentando as vantagens, também económicas, de se consumir água da rede pública. “Além da segurança, que está garantida, ao contrário do que acontece com a água dos poços e fontanários, em termos económicos é uma poupança enorme. O custo de uma garrafa de água de litro e meio equivale praticamente a mil litros da água da torneira”. 

O projeto encerrará a partir de junho, coincidindo com o fim do ano letivo, e está já prevista uma grande iniciativa para o Dia da Criança, no primeiro dia do mês. Será uma espécie de “festival de verão dos Heróis da Água, para o qual queremos convidar toda a comunidade educativa num dia dedicado ao projeto, com muitas atividades”, desvenda Rui Marreiros, anunciando também a necessidade de uma “reflexão” final, para balanço e planeamento do novo ano, previsivelmente com um novo tema, sendo que 2012/2013 se centrou na questão do uso eficiente da água.  Entretanto, a equipa já dispõe de uma unidade móvel, inaugurada na última edição da Ovibeja e dotada de todas as condições para receber sessões. E pondera, no futuro, deslocar-se “pontualmente” a outros concelhos. “É uma forma de ‘exportar’ o conceito e também mostrar o que de bom se faz em Beja”, conclui Rui Marreiros.  

in Diário do Alentejo



É gratificante para mim, poder ver reconhecido, todos o esforço e empenho que tenho dedicado a esta projecto "Heróis da Água."


Aqui ficam algumas fotos dessa sessão:











Saneamento I- Enquadramento

Numa perspetiva da proteção do ambiente, de saúde pública e da gestão integrada dos recursos hídricos, têm vindo a ser estabelecidos objetivos de qualidade das águas cada vez mais exigentes.


De forma a dar cumprimento à legislação nacional, surge a necessidade de se proporcionarem níveis  de proteção ambiental, o que implica alcançar níveis de atendimento superiores aos atuais, no domínio do saneamento de águas residuais.

Neste caso em particular, o cumprimento da legislação e de outras normas relativas à sua concepção, dimensionamento, construção e exploração implica a necessidade de assegurar determinados níveis de qualidade das águas residuais descarregadas nos meios receptores, através de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), integradas nestes sistemas.

São evidentes os aspectos positivos inerentes ao funcionamento das ETAR, uma vez que é inegável a melhoria da qualidade das águas que são rejeitadas no meio receptor, com consequências benéficas dos ponto de vista ambiental e de saúde pública.

Em Portugal.....

Tem-se conhecimento que em Portugal a percentagem de população com serviços de tratamento de águas residuais, corresponde a 70%. (dados no instituto nacional de estatística)

Fonte do INE (Instituto Nacional de Estatística ),
dados referentes a 2009
É importante salientar, que um dos objetivos preconizados pelo Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais (PEAASAR), para o período 2007-2013, é aumentar esse valor para 90%, faltando ainda um grande percurso a percorrer relativamente a esta temática. É por isso imprescindível  que se verifique  um acréscimo do desenvolvimento de projetos de ETAR nos próximos anos.

Licenciamento  associado à exploração de uma ETAR


O  funcionamento de uma ETAR, implica a utilização do domínio hídrico, através da rejeição de águas residuais, pelo que carece de um título que legitime essa utilização. 
A Lei nº 58/2005 e o Decreto - Lei nº 226 - A /2007 impõem a necessidade de licença para a rejeição de águas residuais e atribui competência para a sua emissão às Administrações de Região Hidrográfica. A licença fixa as condições de descarga e as obrigações de auto-controlo do respetivo titular.

A emissão da licença para a rejeição de águas residuais implica  pagamento da taxa de recursos hídricos (TRH)  de acordo com o regime económico dos recursos hídricos, publicado pelo Decreto - Lei nº 97/2008, de 11 de Junho.


A descarga de águas residuais no meio recetor obedece a determinados critérios de qualidade, de forma a salvaguardar as condições ambientais e proteger a saúde pública. Desta forma, o grau de tratamento a que as águas residuais são sujeitas é determinado pelas condições do meio recetor.

Inerente ao processo de tratamento de águas residuais, existe a produção de lamas- resíduos com características varáveis dependendo do tipo de efluentes e tratamento utilizado. Para que seja possível assegurar a proteção ambiental, as lamas de depuração (lamas resultantes do tratamento de águas residuais), devem ter uma gestão adequada, privilegiando a sua valorização de acordo com as potencialidades de utilização como fins agrícolas.

A gestão de resíduos constitui parte integrante do seu ciclo de vida, sendo da responsabilidade do respetivo produtor. Esta responsabilidade extingue-se pela transmissão de resíduos  operador licenciado de gestão de resíduos.



Aqui ficam alguns Diplomas Legais, que regem a temática Saneamento:

 Lei nº 58/2005, "Aprova a Lei da Água, transpondo para a ordem jurídica nacional a Directiva nº 200/60/Ce (EURO-Lex), do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Outubro, e estabelecendo as bases e o quadro institucional para a gestão sustentável das águas."

Dec.Lei nº 226 - A/ 2007, "Estabelece o Regime da Utilização dos Recursos Hídricos"

Dec.Lei nº 97/2008, de 11 de Junho, " Estabelece o regime económico e financeiro dos Recursos Hídricos."

Dec.Lei nº 236/98,  de 1 de Agosto, "Estabelece normas, critérios e objectivos de qualidade com a finalidade de proteger o meio aquático e melhorar a qualidade das águas em função dos seus principais usos, definindo os requisitos a observar na utilização das águas para os seguintes fins: águas para consumo humano, águas para suporte da vida aquícola, águas balneares e águas de rega; assim como as normas de descarga das águas residuais na água e no solo. Atribui competências a diversas entidades relativa e especificamente a cada um daqueles domínios, no atinente ao licenciamento, inspecção, fiscalização, vigilância e classificação e inventário das águas."

Dec.Lei nº 152/97, de 16 de Junho, "Transpõe para a ordem jurídica interna o disposto na Directiva n.º 91/271/CEE (EUR-Lex), do Conselho de 21 de Maio de 1991, relativamente à recolha, tratamento e descarga de águas residuais urbanas no meio aquático. Estabelece o regime sancionatório do incumprimento do disposto neste diploma, atribuindo as competências fiscalizadoras à entidade licenciadora, bem como aos serviços de inspecção dos Ministérios do Ambiente e da Saúde. Cria uma comissão de acompanhamento para execução deste diploma, cuja composição e funcionamento serão fixados por despacho conjunto dos Ministros das Finanças e do Ambiente. Publica em anexo I os "Requisitos de Tratamento das Águas Residuais Urbanas" e em anexo II os "Critérios de Identificação das Zonas Sensíveis e menos Sensíveis"."

Dec.Lei nº 149/2004, de 22 de Junho " Altera o Decreto.Lei nº 152/97, de 19 de Junho, que transpões para a ordem jurídica nacional a Directiva nº 91/271/ CEE,  do Conselho, de 21 de Maio, relativamente ao tratamento de águas residuais urbanas".





Fontes: 


Guia para a Avaliação de Impacte Ambiental de Estações de Tratamento de Águas Residuais, Agência Portuguesa do Ambiente e Instituto Regulador de Águas e Resíduos.

Regulamento de Descargas de Águas Residuais Industriais do  Município de Mafra 









terça-feira, 7 de maio de 2013

Saneamento II - INFORME  REGIONAL SOBRE A AVALIAÇÃO  2000 NA REGIÃO DAS AMÉRICAS


ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPS)
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS)
Divisão de Saúde e Ambiente (HEP)



Caros leitores, deixo disponível  através desta publicação, um link para consultarem este Relatório "Informe Regional sobre a avaliação 2000 na região das Américas", Água potável e saneamento, Estado atual e perspectivas.

Este relatório mostra uma realidade completamente diferentes daquela, que nós vivemos e lidamos no nosso país, de qualquer forma achei importante fazer referência a este relatório, no meu blog, pois é importante, ter contacto e conhecer outras realidades.

INFORME  REGIONAL SOBRE A AVALIAÇÃO  2000 NA REGIÃO DAS AMÉRICAS





quinta-feira, 2 de maio de 2013

EMAS - Saneamento


Como tem sido perceptível nas publicações anteriores, encontro-me a estagiar na EMAS, Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja, EMM. Nas publicações anteriores, tenho dado especial importância ao tema Qualidade, no entanto a EMAS, como Entidade Gestora em  Baixa, não tem apenas a responsabilidade de garantir a disponibilização de  uma água com qualidade aos seus consumidores, tem também a responsabilidade de assegurar que as águas por nós utilizadas (águas residuais)nas mais variadas atividades do nosso dia, não provocam qualquer impacto negativo no ambiente, devido às característica dessa água.
Desta forma, as publicações seguintes, terão como tema central o "Saneamento".

terça-feira, 30 de abril de 2013

EMAS NA OVIBEJA DE 2013



A Ovibeja, começou por ser um certamente, essencialmente agro-pecuário, mas nos dias de hoje e ao fim de 30 anos é uma das maiores feiras do Sul do país. 

Com um forte enraizamento na cultura Alentejana, a Ovibeja acolhe todos os anos mais de um milhar de empresas, entidades e é visitada por mais de 200 mil pessoas.






De 24 a 28 de Abril, realizou-se a 30º Ovibeja. Este ano o tema central do certame foi a água e o uso eficiente da mesma, chamando à atenção para as Comemorações do Ano Internacional da Cooperação para a Água nesse sentido a EMAS, Empresa Municipal de Água e Saneamento não poderia deixar de marcar presença.


             "... onde quer que vá, a nossa água vai consigo..."


Dispensadores de Água
Para além dos temas centrais associados à atividade principal da Empresa, mostrou os grandes projetos em que está envolvida, participação do laboratório, foi ainda dado um destaque muito especial à iniciativa, Heróis da Água.

O projeto Heróis da Água é promovido pela EMAS e pela Câmara de Beja, este enquadra-se na área de sensibilização e  educação ambiental,  especialmente focada para a promoção do uso eficiente da água.



Para a 30º Feira da Ovibeja, a EMAS, proporcionou a todos os visitantes quatro polos de interesse para todos os visitantes.

Nomeadamente:

Stand Institucional
Stand Institucional- tendo sido considerado um sucesso, e que teve uma forte adesão por parte do público devido ao impacto visual do mesmo.





Stand dos Heróis da Água- uma das surpresas no nosso espaço dos Heróis da Água, na 30ª Ovibeja, foi um equipamento multimédia, lúdico-didático, desenvolvido pelos Estagiários da EMAS, do  Curso de Licenciatura em Educação e Comunicação Multimédia, da Escola Superior de Educação de Beja, Hugo Rosa dos Santos e João Serrano.

Esta ferramenta, permitiu aos visitantes  de uma forma bastante interativa, conhecer várias vertentes do projeto Heróis da Água.

Nesta ferramenta, foi possível aos visitantes  participarem em jogos interativos, assim como também registar a visita ao local através de uma fotografia com o nosso "Herói da Água".


Stand do Laboratório, onde foi disponibilizada informação útil aos visitantes, sobre o trabalho que o laboratório realiza.

E por último mas não menos importante, um autocarro, dedicado ás crianças.
O autocarro, foi todo ele caracterizado de acordo com o projeto Heróis da Água, conseguindo chamar a atenção de miúdos e graúdos. 

Neste autocarro foram várias as atividades realizadas pelas crianças que por ele passaram, em números redondos (+/- 1500 crianças).

As atividades.....

  • Atividades Livres (desenhos alusivos ao herói da água);

  • História do Herói- esta relata a história do Herói da Água e os seus amigos, a mesma tem como objetivo sensibilizar as crianças para o não consumo de água, cuja origem seja proveniente de fontes ou fontanários não ligados à rede pública, pois o consumo dessa água pode constituir um risco à saúde pública com todas as implicações que envolvem o consumo de água não tratada.

  • Jogo Pegada aquática- consta de um jogo, no qual são realizadas várias questões às crianças alusivas à utilização da água no seu dia-a-dia, no final obtêm-se uma pontuação. Com essa pontuação conclui-se se as crianças que participaram no jogo têm uma pegada pequena ou grande, sendo que aquilo que se pretende é uma pegada aquática pequena, pois significa que a água é utilizada de forma eficiente pelas crianças no seu dia-a-dia.

  • Disponibilização de vários brindes (lápis, balões, desenhos e jogo do quantos queres com frases alusivas ao uso eficiente da água);

Em todas as atividades, realizadas, o objetivo central, passou pela sensibilização para o uso eficiente da água, alertando para a Comemoração do ano Internacional da cooperação para a água assim como o não consumo de água proveniente de fontes.

No nosso autocarro, contámos ainda com a presença, do repórter Helder Reis, e respetivos operadores de câmara  que estavam em direto para a RTP1.

Aqui ficam algumas fotos:

Ferramenta Touchscreen, desenvolvida
pelos Estagiários de Multimédia
Visita do Repórter, Hélder Reis para o direto da RTP1



O nosso Heróis, com o Presidente da Câmara,
Jorge Pulido Valente




Primeira Pegada Aquática