segunda-feira, 3 de junho de 2013

Projeto Heróis da Água - "EMAS vai às Escolas"


Todo o ser humano pode beneficiar de atividades lúdicas, tanto pelo aspeto diversão e prazer, quanto pelo aspeto da aprendizagem. Através das atividades lúdicas desenvolvemos várias capacidades, exploramos e refletimos sobre a realidade, a cultura na qual vivemos.
Herói da Água

Podemos dizer que nas atividades lúdicas ultrapassamos a realidade, transformando-a através da imaginação. A incorporação de brincadeiras, jogos e brinquedos na prática pedagógica, podem desenvolver diferentes atividades que contribuem para inúmeras aprendizagens tanto para as crianças como para os jovens.

Assim no âmbito do Projeto Heróis da Água são realizadas várias sessões inseridas no "EMAS vai ás escolas" recorrendo a diversos materiais didáticos e de apoio.

Ensino Pré - Escolar 

Nas sessões realizadas aos alunos do ensino pré-escolar são desenvolvidas várias atividades, nomeadamente:
  • História do Herói da Água e os seus amigos;
  • Pintura de desenhos alusivos ao uso eficiente da água;
  • Bilhete de Identidade do Herói;

Com a história do Herói da Água e os seus amigos, os alunos ouvem uma história, em que as personagens principais são: o Herói da Água e os seus amigos Pling (herói da energia) e Zapp (herói dos resíduos).


A história decorre num bosque: os heróis Pling e Zapp juntam-se e resolvem ir dar um passeio pelo bosque, nisto com tanta brincadeira, o Pling resolve ir descansar, por outro lado o Zapp, sendo muito curioso resolve ir dar mais um passeio, acabando por ficar cansado e com calor, encontra uma fonte e bebe água dessa fonte , e volta para junto do Pling.

O Zapp quando chega perto do Pling, começa a ficar mal disposto e com dor de barriga, e comenta que ficou assim depois de bebar água da fonte, com o objetivo de ajudar o Zapp, o Pling resolve procurar o Herói da Água, pois este sabe tudo sobre a água. 
Chegaram  à casa do Herói da Água, e este viu logo assim que olhou para o Zapp que tinha bebido água da fonte  e que não estava tratada, deu-lhe água da rede e ele melhorou imediatamente.


História do Herói da Água e amigos

A mensagem que se pretende transmitir às crianças com esta história é para não beberem água da fonte, pois esta não está ligada à rede, e por isso não é controlada, não sendo controlada, pode ser susceptível de causar danos na nossa saúde.

Depois de ouviram a história os alunos do pré-escolar pintam desenhos com mensagens alusivas ao uso eficiente da água.

Para finalizar as atividades, os alunos pintam uma das mãos e calcam numa folha, atribuindo-lhes assim o titulo de heróis da água.
Pintura das mãos - BI

No final da sessão, e como não podia deixar de ser, o nosso Herói da Água aparece, fazendo as delícias dos mais pequenos.



Caros leitores, para verem todas as fotos, acedam a : http://www.facebook.com/HeroisDaAgua?fref=ts


Apresentação do Projeto Heróis da Água 


O Projeto Heróis da Água é promovid pela EMAS de Beja e pela Câmara Municipal de Beja, enquadrasse na área da sensibilização  e educação ambiental, especialmente focado para a promoção do uso eficiente da água.

Este projeto, assenta em três linhas de atuação fundamentais:
  • Envolvimento da comunidade;
  • Sensibilização ambiental;
  • Promoção do conhecimento e incentivo à investigação;

A EMAS vai às Escolas .....

Num contexto de proximidade com a comunidade escolar, visa-se uma atuação ao nível da sensibilização ambiental em ações de maior proximidade inseridas no "EMAS vai às Escolas", recorrendo também a diversos materiais didáticos e de apoio.

No público - alvo enquadram-se os alunos que frequentam estabelecimentos de ensino situados no concelho de Beja.

Do conteúdo temático do "EMAS vai às Escolas" estão presentes as seguintes matérias, que poderão ser mais abrangentes de acordo com o grau de conhecimento dos alunos:
  • Descrição do ciclo da água;
  • Descrição do ciclo urbano da água (concelho de Beja);
  • Apresentação de microrganismos presentes em água sem tratamento;
  • Experiências com água;
  • Sensibilização do consumo de água tratada;
  • Sensibilização para o uso eficiente da água;
  • Conselhos para poupar água;
  • Consumo seguro da água
Estas atividades, têm vindo a ser realizadas ao longo deste ano letivo (2012/2013), de acordo com a disponibilidade das escolas.


Nas publicações seguintes, passarei a descrever todas as atividade realizadas em cada sessão,tendo em conta o grau de escolaridade dos alunos.


Programa des atividades do Projeto Heróis da Água





Festival dos Heróis da Água 

No dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, a EMAS EEM  em conjunto com  Câmara Municipal de Beja, conseguiu  organizar o Festival dos Heróis da Água.

O festival "Heróis da Água" contou com um programa diversificado e bastante animado durante todo o dia.

  • O autocarro, do nosso anfitrião, com várias atividades para os mais pequenos (pegada aquática, história do herói da água, jogo da água e atividade livres);
  • Insufláveis;
  • Demonstração Cinotécnica;
  • Demonstração de andebol;
  • Desportos radicais;


O parque da cidade de Beja foi o palco deste maravilhoso evento, que teve como destaques, para além do anfitrião do dia, o Herói da Água, o espetáculo "min i sho do Ruca" e Fernando Fernandes mais conhecido por FF.

Foi uma iniciativa, fantástica, maravilhosa, uma vez que tivemos um boa  adesão por parte das famílias da nossa cidade de até mesmo de outras cidades.

Aqui ficam algumas fotos deste belíssimo sábado, passado na companhia do Herói da Água e de todos os nossos visitantes:


As heroínas da água 






Caros leitores, podem consultar todas as fotos deste dia, na página dos Heróis da Água no facebook: http://www.facebook.com/HeroisDaAgua?fref=ts








domingo, 2 de junho de 2013

SST - EMAS - Campanha de Sensibilização 

A avaliação de riscos é um processo direto, baseado na apreciação de vários componentes já anteriormente descritos em publicações anteriores, muitos deles não exigem qualificações especializadas, pois grande parte dos perigos inerentes às atividades inseridas no âmbito do setor saneamento, são relativamente fáceis de identificar e muitos deles já bem conhecidos pelos colaboradores de empresa.


Os colaboradores, com quem tivemos algum contacto durante estes últimos 3 meses, têm perfeito conhecimentos dos riscos que lhes estão associados  inclusivamente conhecem os procedimentos para  boas práticas de trabalho, assim como os equipamentos de proteção individual a utilizar nas suas diversas tarefas, no entanto não fazem uso desse conhecimento, trabalhando de forma inconsciente e despreocupada.

Posto isto, achámos por bem realizar uma campanha de sensibilização para a utilização dos equipamentos de proteção individual, no entanto aquilo que pretendíamos  era chegar aos trabalhadores através de uma abordagem diferente, sem optar pelos métodos convencionais (explicativos e descritivos.)

A nossa campanha de sensibilização:

Um grupo de trabalhadores, seriam Técnicos de Saúde Ambiental por uma horas, enquanto os seus colegas estariam a trabalhar normalmente. 

Os trabalhadores, que teriam funções delegadas por  mim e pela Silvia, de Técnicos de Saúde Ambiental, teriam que observar os seus colegas a trabalhar e em simultâneo preencher uma checklist por nós realizada.




Checklist realizada, com intuito d
e os trabalhadores preencherem


Os dados da checklist seriam tratados, por mim e pela silvia. Após o tratamento dos dados, teriam uma sessão em sala, para apresentar os resultados, e sensibilizar para o uso dos equipamentos de proteção individual, com recurso a filmes e imagens. 

Esta era a nossa, ideia para a realização de uma campanha de sensibilização, que tinha como população alvo os trabalhadores do setor saneamento, da EMAS. 

A ideia foi aprovada e do agrado, do coordenador do setor do saneamento, e orientador externo de estágio Engº Ricardo, no entanto, não conseguimos concretizá-la devido aos timings a cumprir.  Não foi possível retirar os trabalhadores das suas tarefas, para a realização da campanha.

Apresentação de Resultados




Embora, não tivéssemos conseguido concretizar a campanha, achei conveniente fazer referência a esta atividade. 

SST - Setor do Saneamento - EPI


De uma forma geral, quando conhecemos a realidade de uma determinada empresa, no âmbito de Higiene e Segurança no Trabalho, reconhecemos que o grande calcanhar de Aquiles de todas as elas, são as medidas de proteção individual, ou seja, a utilização, ou mais precisamente a não utilização dos equipamentos de proteção individual, por parte dos trabalhadores.


Tendo em conta, a realidade  que se observa na grande parte das empresas, não sendo a EMAS excepção.
Esta publicação irá incidir essencialmente nas medidas de proteção individual, ou seja os EPI, e as características dos mesmos.

Para as empresas, e principalmente para os responsáveis pelos órgãos de higiene e segurança no trabalho, de uma determinada empresa, o principal interesse, é eliminar o risco, no entanto, quando não é possível faze-lo, há que o minimizar. Para assegurar a segurança dos trabalhadores é necessário em primeiro lugar optar por medidas colectivas, quando tal não é possível, aí sim passamos para as medidas individuais, e estas passam pela utilização de EPI'S (equipamentos de proteção individual).

Os equipamentos de proteção individual (EPI), são dispositivos e/ou acessórios destinados a serem utilizados pelos trabalhadores, com o intuito de os proteger dos riscos a que estão expostos.

Estes devem respeitar as disposições comunitárias referentes à sua concepção em matéria de segurança e saúde, devem ainda ser adequados relativamente aos riscos a que se destinam prevenir, sem que eles próprios constituam um risco para quem os irá utilizar.

Todo o equipamento de proteção individual é de uso pessoal, nesse sentido, aquando da realização de qualquer trabalho, o mesmo deve estar à disposição dos trabalhadores.

Características dos equipamentos de proteção individual:

  • Eficaz (adequado aos riscos a proteger);
  • Robusto;
  • Prático;
  • Cómodo;
  • De fácil limpeza e conservação.

Apesar das suas características  é essencial a colaboração do trabalhador para a escolha do mesmo, uma vez que permite receber informação direta do próprio trabalhador, que pelo seu contacto diário com o processo conhece todos os aspetos, que a outros possam passar despercebidos, permite ainda reduzir a possibilidade da sua rejeição.

Como escolher o equipamento de proteção individual mais adequado......

A escolha do EPI, deverá ser feita com base na avaliação dos riscos existentes em cada posto de trabalho, ou atividade realizada pelo colaborador.
Na portaria nº 988/93 de 6 de Outubro, foi publicado no anexo I, está presente um quadro que permite estabelecer uma ligação entre o riscos, e a parte do corpo do trabalhador que pode estar potencialmente exposta e afetada.

Na portaria supra-citada  no anexo II encontra-se uma lista com vários tipo de equipamentos, que permitem fazer o cruzamento com as atividades em que podem ser necessários. 

Principais tipos de Proteção Individual....


Proteção da Cabeça - a cabeça deverá ser adequadamente protegida perante o risco de queda de objetos pesados, pancadas ou projecções de partículas.  A proteção da cabeça obtém-se através da utilização de capacetes de proteção, os mesmos devem apresentar elevada resistência ao impacto e 
à  penetração.(ex varejador* a desenpenhar qualquer uma das suas tarefas).
Capacetes de proteção de termoplástico

Proteção de Olhos e Rosto - os olhos constituem uma das partes mais sensíveis do nosso corpo. As lesões nos olhos, ocasionadas por acidentes de trabalho  podem ser provocadas por ações mecânicas (poeiras, partículas), óticas (luz, raios lazer), químicas (produtos corrosivos) ou térmicas (temperaturas extremas). 
Os olhos e rosto protegem-se se através da utilização de óculos e viseiras apropriadas, cujos vidros deverão resistir ao choque e ás radiações. (ex varejador *a desempenhar qualquer uma das suas tarefas).

Viseira de Proteção

Oculos de Proteção


Porteção das Vias Respiratórias- a atmosfera dos locais de trabalho encontra-se muitas vezes contaminada, na sequência da existência de agentes químicos agressivos, tais como vapores, neblinas, fibras, poeiras (ex Varejadores* de Empresas de Água e Saneamento, na limpeza e manutenção de colectores de Saneamento).

A proteção das vias respiratórias é conseguida através, da utilização de máscaras, estas podem ser de proteção química ou microbiológicas. 

Máscara de Proteção Química
Máscara de Proteção Biológica 


Proteção Auditiva - o ruído é um dos principais agentes responsáveis pela degradação das condições ambientais de qualquer local de trabalho, contribuindo para o aparecimento de doenças no aparelho auditivo e ainda do foro psíquico.

Os dispositivos de proteção do aparelho auditivo podem ser de sois tipos: protetores auriculares do tipo abafador ou dispositivos de inserção no canal auditivo.

Protetores Auditivos


Proteção do Tronco - o tronco é protegido através do vestuário, que pode ser confeccionado com recurso a diversos materiais. (ex varejador* a desempenhar qualquer uma das suas tarefas).

Vestuário de Proteção 

Vestuário de Proteção 


Proteção dos Pés - deve ser considerado quando existe a possibilidade de lesões a partir de efeitos mecânicos, térmicos, químicos ou elétricos.
Quando há a possibilidade de queda de materiais  deverão ser usados sapatos ou botas, revestidos com biqueira de aço e/ou palmilha de aço.(ex pedreiro)

Proteção de Pés - botas de biqueira de aço

Proteção das mãos - os ferimentos nas mãos constituem o tipo de lesão mais recorrente. Daí a necessidade da sua proteção, que pode ser conseguida através de vários tipos de luvas: luva de corte mecânico, risco biológico, risco químico ou corrosivo etc (ex: varejador * em tarefas como limpeza de fossas e colectores de saneamento).

Proteção das mãos 

Proteçõ contra quedas - a proteção contra quedas em altura deve ser realizada através  utilização de um arnês ligado a um sistema de pára- quedas. O sistema pára - quedas pode ser do tipo retrátil ou amortecedor de quedas. (ex: limpeza de reservatórios de água para consumo humano).

Vários equi de proteção  contra quedas



* Varejador - profissional que tem com principais tarefas de trabalho, limpeza e manutenção  de coletores de saneamento, fossas sépticas, e abertura de valas.




Fontes: 

Portaria nº 988/ 93, de 6 de Outubro"ESTABELECE AS PRESCRIÇÕES MINIMAS DE SEGURANÇA E DE SAÚDE DOS TRABALHADORES NA UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL, PREVISTAS NO DECRETO LEI NUMERO 348/93, DE 1 DE OUTUBRO, QUE TRANSPÔS PARA A ORDEM INTERNA O DISPOSTO NA DIRECTIVA NUMERO 89/656/CEE (EUR-Lex), DO CONSELHO, DE 30 DE NOVEMBRO. PUBLICA EM ANEXO I O 'ESQUEMA INDICATIVO PARA O INVENTÁRIO DOS RISCOS COM VISTA À UTILIZAÇÃO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL', EM ANEXO II A 'LISTA INDICATIVA E NÃO EXAUSTIVA DOS EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL' E EM ANEXO III A 'LISTA INDICATIVA E NÃO EXAUSTIVA DAS ACTIVIDADES E SECTORES DE ACTIVIDADE PARA OS QUAIS PODEM SER NECESSÁRIOS EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL"
MIGUEL, A.S. (2010), Manual de Higiene e Segurança do Trabalho, 11Ed. Porto Editora
Nunes, Rogério (2010), PowerPoint de Saúde Ocupacional – Sinalização e Equipamentos de Proteção Individual, ESS – IPBEJA
SST - Setor do Saneamento - Análise de Riscos


Na sequência, do estágio curricular IV, na Empresa Municipal de Águas e Saneamento  de Beja, foi-nos solicitada, a elaboração de uma análise de risco, que incide-se sobre os riscos e perigos a que os trabalhadores do saneamento estão expostos. 

Nesse sentido, esta publicação, incidirá sobre a temática "análise de riscos e metodologias das mesmas".


Chamo a atenção dos meus leitores, que a informação que se segue nesta publicação, não terá qualquer informação, constante na Avaliação de Riscos que foi realizada, no âmbito do estágio IV, pois a mesma só diz respeito à EMAS.

Análise de Risco:

A identificação dos perigos relacionados com os postos de trabalho, deve ser realizada através das seguintes ações:

  • Circular pelo local de trabalho e observar tudo o que possa causar danos;
  • Consultar os trabalhadores e/ou os seus representantes sobre os problemas que lhes tenham surgido;
  • Analisar sistematicamente todos os aspetos do trabalho;
  • Analisar as operações não rotineiras e intermitentes;
  • Ter em atenção a acontecimentos não planeados mas previsíveis;
  • Ter em conta outros perigos a longo prazo para a saúde, como os níveis elevados de ruído ou a exposição a substâncias prejudiciais, bem como riscos mais complexos ou menos óbvios, por exemplo fatores de risco psicossociais ou decorrentes da organização do trabalho;
  • Consultar os registos de acidentes de trabalho e de problemas de saúde da empresa;

  • Procurar informações de outras fontes, tais como:

  • Manuais de instruções ou fichas de dados dos fabricante e fornecedores;
  • Organismos nacionais, associações comerciais ou sidicatos;
  • Regulamento e normas técnicas;

Identificação das pessoas que poderão estar expostas a perigos:

- Devem ser identificados os trabalhadores que interagem com os perigos direta ou indiretamente;

- Grupos de trabalhadores que podem correr riscos acrescidos ou ter requisitos específicos.


Objetivos da Análise de Riscos:

  • Identificar novos riscos;
  • Estabelecer e classificar a ordem das prioridades das medidas preventivas;
  • Monitorizar e avaliar a eficácia das medidas preventivas;
  • Realizar campanhas de sensibilização;
  • Estimar as consequências das lesões profissionais;
  • Fundar um instrumento para afinar o plano de prevenção da empresa;

Riscos.....

Os riscos nos locais de trabalho estão relacionados com as características do processo de trabalho e com a sua organização. Por esse motivo a primeira fase da avaliação consiste na identificação dos perigos e dos trabalhos em risco.

Geralmente identificados em seis grupo de riscos:

Riscos de Incêndio (delimitação de zonas perigosas e vulneráveis, tipos de fogos...);

Riscos Elétricos (materiais e dispositivos que necessitam de prevenção especifica....);

Riscos associados à circulação de pessoas e máquinas (implementação de postos de trabalho, obstruções, estado do pavimento, iluminação...);

Riscos ligados às atividade de manutenção (intervenções em condutas de produtos inflamáveis, operações de soldadura ...);
Riscos ligados à armazenagem (produtos e substâncias químicas, movimentação manual de cargas...);

Riscos ligados ao ambiente de trabalho (agentes químicos, biológicos, ambiente térmico, ruído, vibrações  radiações ionizantes e não ionizantes....);

A avaliação de riscos é efetuada com base no histórico dos incidentes ocorridos na empresa, a observar e na análise das não conformidades.

É de salientar, que existem muitas ferramentas de avaliação de riscos e metodologias, disponíveis para ajudar as empresas e organizações na realização da mesmas. 

A escolha vai depender das condições de trabalho, por exemplo, número de trabalhadores, o tipo de atividades de trabalho e equipamentos, as características do local de trabalho e os riscos específico.

Em suma, no local de trabalho, a entidade patronal tem o dever de assegurar a segurança dos seus colaboradores em todos os aspetos relacionados com o trabalho. Desta forma, e independentemente da metodologia utilizada na concepção de um avaliação de risco, esta tem ser útil aos empregadores para que possam tomar as medidas necessárias para proteger a segurança e a saúde dos trabalhadores.






Fontes:

Agência Europeia para a Saúde e Segurança no Trabalho;
Miguel, A.S (2010), Manual de Higiene e Segurança no Trabalho, Porto Editora.

Rogério Nunes (2010), Power Point de Saúde Ocupacional- 
Análise de Riscos, ESS - IPBEJA






sábado, 1 de junho de 2013

Consumo de Água proveniente de Fontanários não ligados à rede pública

A água que todos nós consumimos está sujeita a uma imensidão de riscos poluentes que poderão provocar doenças e prejuízos económicos e materiais, quando não é tratada ou quando o tratamento aplicado não é eficaz.


Cavadas ; Penedo Gordo
Qualquer resíduo libertado no solo irá eventualmente poluir os lençóis freáticos, que serão depois explorados pelas populações (utilização de água proveniente de fontanários).

De uma forma geral, as populações estão convictas, que a água proveniente de fontanários, é uma água com qualidade e que não têm implicações na saúde das mesmas, no entanto esta é uma ideia pré concebida das populações e que está de todo errada.

Um estudo desenvolvido na Unidade de Água e Solo, do Departamento de Saúde Ambiental do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, entre Fevereiro de 2006, e Abril de 2007, envolvendo a avaliação da qualidade da água de 41 fontanários, do concelho de Sintra, revelou que o consumo destas águas se reveste de um elevado perigo para as populações consumidoras, devido, fundamentalmente à contaminação microbiológica. 

O estudo foi realizado, tendo em conta, apenas os fontanários  pertencentes ao concelho de Sintra, no entanto, estes resultados podem sem dúvida ser extrapolados para todo o país. Não sendo por isso o concelho de Beja excepção, no nosso caso em particular, a preocupação não deve ser apenas a nível microbiológico, mas também a nível de contaminação química, por exemplo pesticidas, resultantes de atividades agrículas.

Desta forma, o recurso à água de fontanários não ligados à rede de distribuição pública pode constituir um risco para a saúde pública com todas as implicações que envolvem o consumo de água não tratada

Nesse sentido, e segundo o artigo 16º do Decreto- Lei nº 3006/2007 de 27 de Agosto atribui às entidades gestoras a competência do controlo de qualidade da água de fontanários não ligados à rede pública da distribuição que sejam origem única de água para consumo humano. 

No entanto, os fontanários que não sejam a única origem de água para consumo humano, e que não estejam integrados no Plano de Controlo da Qualidade da Água (PCQA), as entidades gestoras, não têm qualquer responsabilidade de assegurar a qualidade dessas águas, no entanto têm sim a responsabilidade, de sensibilizar a população para o não consumo de água não controlada, assim como, colocar placas informativas "de água não controlada ou de água imprópria para consumo humano".

No caso da EMAS, como entidade gestora, não inclui qualquer fontanário do concelho de Beja no PCQA, uma vez que nenhum dos fontanários não ligados à rede pública de distribuição de água do concelho de Beja constitui origem única de abastecimentos de água para consumo humano.

Desta, forma, a EMAS  em todos os fontanários não ligados à rede pública de distribuição de água do concelho de Beja de procedeu à colocação de placas informativas "de água não controlada", para além de que tem uma grande preocupação no que diz respeito à sensibilização da população consumidora deste tipo de água, em deixar de o fazer, sendo inclusivamente um tópico fundamental  e sempre abordado, em todas as sessões "EMAS vai às Escolas", inseridas no âmbito do Projeto Heróis da Água.





Como futura Técnica de Saúde Ambiental, considero, este tema pertinente, e que deve ser tomado em consideração pelas autarquias e entidades gestoras, tratando-se pois de uma caso de Saúde Pública. E o mais importante de tudo, é junto das populações desmitificar "nunca me fez mal não é agora que vai fazer."



Fontes: 
"Consumo de água de nascentes naturais, problema de saúde pública", Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge
Decreto- Lei nº 3006/2007 de 27 de AgostoEstabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano, revendo o Decreto-Lei n.º 243/2001, de 5 de Setembro, que transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 98/83/CE, do Conselho, de 3 de Novembro