QUALIDADE DA ÁGUA I

Em Portugal tem-se verificado uma evolução muito positiva, quer quanto à qualidade da água distribuída quer quanto à realização do número de análises obrigatórias para o seu controlo.
Com efeito, os últimos dados nacionais conhecidos não deixam quaisquer dúvidas sobre este assunto, evidenciando uma clara melhoria no controlo da qualidade na última década. Esta situação requer, no entanto, um investimento adicional em acções e medidas que permitirão atingir a meta do Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais 2007-20013 (PEAASAR II) de 99% para o indicador de água segura (água controlado e de boa qualidade), correspondente a 100% de análises realizadas e 99% de cumprimento dos valores paramétricos especificados na legislação.

Como seria de esperar a EMAS, (Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja), tem como directrizes para proporcionar aos seus utentes/consumidores uma água de qualidade e controlada, sem nunca colocar em risco a saúde pública de todos aqueles que desta água se servem para as mais variadíssimas situações do seu dia à dia, a ERSAR e no âmbito legal, o Decreto - Lei nº 306/ 2007 de 27 de Agosto, que " estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano".
No Decreto - Lei 306/2007 de 27 de Agosto, " estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano", são descritos alguns conceitos, que acho importante mencionar, para tornar mais fácil a compreensão da temática presente nesta publicação, nomeadamente:
Fontes:
ERSAR- Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos
Agda - Águas Pública do Alentejo
DRE- Decretos de Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto, estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano".
Palma, Gabriela, Distribuição da Água tratada - Sistema do Roxo-Subsistema de Beja, EMAS,formato pdf e não disponível online 2013.
Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento e de Águas Residuais.
Com efeito, os últimos dados nacionais conhecidos não deixam quaisquer dúvidas sobre este assunto, evidenciando uma clara melhoria no controlo da qualidade na última década. Esta situação requer, no entanto, um investimento adicional em acções e medidas que permitirão atingir a meta do Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais 2007-20013 (PEAASAR II) de 99% para o indicador de água segura (água controlado e de boa qualidade), correspondente a 100% de análises realizadas e 99% de cumprimento dos valores paramétricos especificados na legislação.

Como seria de esperar a EMAS, (Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja), tem como directrizes para proporcionar aos seus utentes/consumidores uma água de qualidade e controlada, sem nunca colocar em risco a saúde pública de todos aqueles que desta água se servem para as mais variadíssimas situações do seu dia à dia, a ERSAR e no âmbito legal, o Decreto - Lei nº 306/ 2007 de 27 de Agosto, que " estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano".
No Decreto - Lei 306/2007 de 27 de Agosto, " estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano", são descritos alguns conceitos, que acho importante mencionar, para tornar mais fácil a compreensão da temática presente nesta publicação, nomeadamente:
- Entidade Gestora de Sistema de Abastecimento Público- entidade responsável pela exploração e gestão de um sistema de água para consumo humano, através de redes fixas ou de outros meios de fornecimento de água, no âmbito das atribuições de serviço público;
- Entidade Gestora de Sistema de Abastecimento Público em alta- a entidade responsável por um sistema destinado no todo ou em parte, ao represamento, à captação, à elevação ao tratamento, ao armazenamento e à adução (transporte) de água para consumo público;
- Entidade Gestora de Sistema de Abastecimento Público em baixa- a entidade responsável por um sistema destinado, a todo ou em parte, ao armazenamento, à elevação e à distribuição de água para consumo público aos sistemas prediais, aos quais liga através de ramais de ligação;
- ETA (Estação de Tratamento de Água)- uma estação de tratamento de água para consumo humano, a qual, na sua forma mais simples, é constituída apenas por desinfecção;
Sistema de Abastecimento da Cidade de Beja
"Sistema de abastecimento, caracteriza-se como sendo o conjunto de equipamentos e infra-estruturas que englobam a captação, o tratamento, a adução (transporte), o armazenamento e a distribuição da água para consumo humano" Decreto - Lei 306/2007 de 27 de Agosto.
No caso em particular da cidade de Beja, o Sistema de Abastecimento é da responsabilidade das Águas Públicas do Alentejo, a água que chega às nossas casas é proveniente da Barragem do Roxo.
Na barragem a água é captada através da torre de capatação, prosseguindo até à ETA (Estação de Tratamento de Água), aqui a água vai posteriormente ser tratada.
O tratamento pode ser feito através de processos como por exemplo Pré Oxidação Química, Correcção de pH, Coagulação, Floculação, Decantação, Filtração, Adsorção com carvão activado e Desinfecção.
( A partir de 1 de Julho de 2010, a Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja, EEM, passou a adquirir a água de abastecimento para a população do Concelho de Beja, em baixa, à empresa Águas Públicas do Alentejo, S.A, estando a captação e o tratamento ao cargo da referida empresa, situando-se o Ponto de Entrega a Beja no Reservatório da Atalaia).
Daqui a água tratada e que tem como finalidade chegar às habitações de cada um dos consumidores passa a ser da responsabilidade da Entidade Gestora de Sistema de Abastecimento Público em baixa que neste caso em particular é a EMAS (Empresa Municipal de Água e Saneamento.)
Rede de Distribuição de Água - Sistema Roxo- Beja
A água de abastecimento a este sistema é disponibilizada pela empresa Águas Públicas do Alentejo S.A, em alta, até ao reservatório da Atalaia.
Esta entidade é responsável por garantir o fornecimento de uma água de qualidade e quantidade de acordo com a legislação em vigor à saída da Atalaia, ou seja, no ponto de entrega em alta.
Deste reservatório, a água, vai até à Estação Elevatória da Pia Quebrada por processos de gravidade, onde posteriormente vai ser elevada por intermédio de três circuitos, para três patamares de pressão diferentes.
Os três circuitos de abastecimento em causa são: zona alta, zona baixa e zona inferior.
É imprescindível a existência de EE (estações elevatórias), pois estas permitem que a água seja elevada a cotas superiores da cidade, isto porque, devido às características geográficas da cidade acima citada (altos e baixos), sem tais Estações, não seria possível à EMAS, fornecer água a todos os habitantes da cidade de Beja.
Desinfecção
Nas estações elevatórias, nomeadamente na Pia Quebrada, para além da elevação da água às diferentes zonas da cidade, a EMAS, tem a preocupação de fazer reforços de desinfeção à água proveniente do Ponto de Entrega (Reservatório da Atalaia), desta forma é possível garantir que a água que chega aos consumidores finais, seja uma água tratada e de qualidade e que nunca coloque em causa a saúde pública de qualquer dos seus consumidores.
O dióxido de cloro é o desinfetante utilizado para o reforço de cloragem da água a elevar paras as zonas alta, baixa e inferior. Este, é produzido nas próprias estações elevatórias, o dióxido de cloro consegue-se através da reacção entre vários componentes (água, ácido clorídrico e clorito de sódio).
Nota: Este desinfetante também é utilizado no processo de desinfeção final integrante do processo de tratamento na ETA do Roxo.
Por forma a estabelecer os valores de cloro residual mínimos na rede de distribuição são doseados entre 0,25 a 0,40 mg/l de dióxido de cloro, dependente da zona (0,25 para as zonas alta e baixa e 0.40 para a zona inferior).
Para cada um dos circuitos está instalado um gerador de dióxido de cloro com uma capacidade de produzi 150 g/h de dióxido de cloro cada.
De maneira a ser possível o controlo do valor de desinfetante residual na água presente na conduta, existe instalado na EE Pia Quebrada um analisador de dióxido de cloro e o respetivo controlador.
Das estações elevatórias, a água vai ser armazenada em vários reservatórios, colocados em pontos estratégicos da cidade (Ex Reservatório da Praça, Reservatório dos Falcões...) mediante a zona a que se destina é importante salientar que no reservatório a água esta em constante renovação e movimento, pois da mesma forma que está sempre água a entrar, existe água sempre a sair o que possibilita manter a água com qualidade, nunca se tornando salobra, outra medida de controlo de qualidade, implementada pela EMAS, são as colheitas de amostras de água presente nos reservatórios.
O processo termina com o transporte da água através de condutas e ramais até a casa de cada um dos habitantes da cidade. (condutas e ramais que neste momento estão a ser substituídos devido à antiguidade dos mesmos.)
Desta forma, penso ter conseguido resumir a forma como a água depois de captada chega às nossas casas, descrito desta forma, parece simples, no entanto é um processo, muito meticuloso e rigoroso, pois qualquer falha, pode colocar em causa a saúde dos seus consumidores, por isso, e sabendo os risco associados à actividade a EMAS, demonstra grande preocupação e interesse para que não ocorra nenhum erro ou falha.
Aqui ficam algumas fotos captadas aquando da visita a toda a rede de distribuição:
No caso em particular da cidade de Beja, o Sistema de Abastecimento é da responsabilidade das Águas Públicas do Alentejo, a água que chega às nossas casas é proveniente da Barragem do Roxo.
Na barragem a água é captada através da torre de capatação, prosseguindo até à ETA (Estação de Tratamento de Água), aqui a água vai posteriormente ser tratada.
O tratamento pode ser feito através de processos como por exemplo Pré Oxidação Química, Correcção de pH, Coagulação, Floculação, Decantação, Filtração, Adsorção com carvão activado e Desinfecção.
( A partir de 1 de Julho de 2010, a Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja, EEM, passou a adquirir a água de abastecimento para a população do Concelho de Beja, em baixa, à empresa Águas Públicas do Alentejo, S.A, estando a captação e o tratamento ao cargo da referida empresa, situando-se o Ponto de Entrega a Beja no Reservatório da Atalaia).
Daqui a água tratada e que tem como finalidade chegar às habitações de cada um dos consumidores passa a ser da responsabilidade da Entidade Gestora de Sistema de Abastecimento Público em baixa que neste caso em particular é a EMAS (Empresa Municipal de Água e Saneamento.)
Rede de Distribuição de Água - Sistema Roxo- Beja
A água de abastecimento a este sistema é disponibilizada pela empresa Águas Públicas do Alentejo S.A, em alta, até ao reservatório da Atalaia.
Esta entidade é responsável por garantir o fornecimento de uma água de qualidade e quantidade de acordo com a legislação em vigor à saída da Atalaia, ou seja, no ponto de entrega em alta.
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Distribuição da água para o Sistema Do Roxo (Engª Gabriela Palma) |
Deste reservatório, a água, vai até à Estação Elevatória da Pia Quebrada por processos de gravidade, onde posteriormente vai ser elevada por intermédio de três circuitos, para três patamares de pressão diferentes.
Os três circuitos de abastecimento em causa são: zona alta, zona baixa e zona inferior.
É imprescindível a existência de EE (estações elevatórias), pois estas permitem que a água seja elevada a cotas superiores da cidade, isto porque, devido às características geográficas da cidade acima citada (altos e baixos), sem tais Estações, não seria possível à EMAS, fornecer água a todos os habitantes da cidade de Beja.
Desinfecção
Nas estações elevatórias, nomeadamente na Pia Quebrada, para além da elevação da água às diferentes zonas da cidade, a EMAS, tem a preocupação de fazer reforços de desinfeção à água proveniente do Ponto de Entrega (Reservatório da Atalaia), desta forma é possível garantir que a água que chega aos consumidores finais, seja uma água tratada e de qualidade e que nunca coloque em causa a saúde pública de qualquer dos seus consumidores.
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Gerador de Dióxido de Cloro |
Nota: Este desinfetante também é utilizado no processo de desinfeção final integrante do processo de tratamento na ETA do Roxo.
Por forma a estabelecer os valores de cloro residual mínimos na rede de distribuição são doseados entre 0,25 a 0,40 mg/l de dióxido de cloro, dependente da zona (0,25 para as zonas alta e baixa e 0.40 para a zona inferior).
Para cada um dos circuitos está instalado um gerador de dióxido de cloro com uma capacidade de produzi 150 g/h de dióxido de cloro cada.
De maneira a ser possível o controlo do valor de desinfetante residual na água presente na conduta, existe instalado na EE Pia Quebrada um analisador de dióxido de cloro e o respetivo controlador.
O processo termina com o transporte da água através de condutas e ramais até a casa de cada um dos habitantes da cidade. (condutas e ramais que neste momento estão a ser substituídos devido à antiguidade dos mesmos.)
Desta forma, penso ter conseguido resumir a forma como a água depois de captada chega às nossas casas, descrito desta forma, parece simples, no entanto é um processo, muito meticuloso e rigoroso, pois qualquer falha, pode colocar em causa a saúde dos seus consumidores, por isso, e sabendo os risco associados à actividade a EMAS, demonstra grande preocupação e interesse para que não ocorra nenhum erro ou falha.
Aqui ficam algumas fotos captadas aquando da visita a toda a rede de distribuição:
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Reservatório da Praça |
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Reservatório da Conceição |
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Reservatório dos Falcões que abastece a Zona Inferior da Cidade |
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Estação Elevatória da Mata, abastece a Zona Baixa e em Caso de Emergência também abastece a Zona Alta |
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Estação Elevatória da Pia Quebrada, com os diferentes Circuitos, Zona Alta, Zona Baixa e Inferior |
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Reservatório da Mata |
Fontes:
ERSAR- Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos
Agda - Águas Pública do Alentejo
DRE- Decretos de Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto, estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano".
Palma, Gabriela, Distribuição da Água tratada - Sistema do Roxo-Subsistema de Beja, EMAS,formato pdf e não disponível online 2013.
Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento e de Águas Residuais.
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